sexta-feira, 8 de junho de 2012

ARTES VISUAIS


Projeto
O grafite dentro e fora da escola
Objetivos 
- Debater sobre as manifestações artísticas em espaços não-convencionais.
- Experimentar o caráter transgressor da arte.
- Conhecer e debater sobre as relações entre a arte e a política.

Conteúdos
- Relações entre a arte e a política.
- O grafite como expressão poética e política.

Anos 
6º ao 9º ano

Tempo estimado 
Oito aulas

Material necessário 
- para as apreciações e aulas expositivas de contextualização - imagens pesquisadas na internet para serem utilizadas durante todo o projeto (podem estar em Power Point ou serem impressas e coladas em cartões para serem manuseadas pelos alunos) e textos de apoio para os alunos (veja sugestões abaixo).
- para o mural, fanzine ou jornal- material gráfico e cópias para tiragem e circulação junto à comunidade.
- para o grafite - tintas para parede de várias cores, rolos, pincéis e trinchas, esponjas, papéis diversos para colagem, pratos e potes para colocar as tintas e para limpeza do material. 
- para a realização de estêncil - plástico de capa transparente e caneta de retroprojetor para fazer o desenho, estiletes para cortar o estêncil, e fita crepe para fixar o estêncil na parede. 
- Para a proposta de ampliar o projeto coletivo na parede - plástico transparente e caneta de retroprojetor para realização do projeto e retroprojetor para o projetar o desenho na parede.

Desenvolvimento 
1ª etapa
Inicie o projeto debatendo sobre as diferenças entre o grafite, a pichação e a “pichação". Há uma diferença entre estas duas últimas manifestações, que não se restringe ao modo de grafar as palavras.

Uma quantidade significativa de alunos terá argumentos para diferenciar o grafite, a pichação e o picho. Pode ser um bom caminho escrever estas três palavras no quadro e perguntar: “Qual mais aparece na cidade?” Discutir sobre o lugar em que aparecem também, pois o grafite e a pichação são feitos normalmente em paredes e muros, estão mais próximos de nosso ponto de vista. A pichação manifesta de modo mais incisivo a demarcação de território, ocupação, e este pode ser um dos motivos de serem feitos em locais que nos leva a questionar: “Como os pichadores chegam ao topo dos prédios, em lugares improváveis de viadutos e pontes?” Como verdadeiros alpinistas, picham em paredes e vidros, portas e postes.
Tematizar a atitude é fundamental para evidenciar a diferença. Não há dúvida que as três manifestações tenham carga de transgressão. Consideradas como articulação entre arte e política para aqueles que as realizam, o mesmo não se pode dizer a respeito das instituições e do público, que muitas vezes questionam suas atitudes, considerando-as depredatórias, além de provocar poluição visual.
As pichações, que surgem historicamente como espaço de expressão de ideias políticas, lança mão da linguagem verbal, são frases ou palavras de ordem. Podem também ser frases poéticas ou declarações de amor e amizade. O picho expressa o espaço em disputa, e as palavras ou frases utilizadas são grafismos indecifráveis para as pessoas que não fazem parte do grupo (como o Grupo Pichação, de São Paulo. O grafite tem caráter transgressor pela vontade de levar a arte para fora dos muros da instituição (como Alex Valauri, o pai do grafite no Brasil). A maioria dos grafites explora a linguagem visual, mas podem também trazer com frases ou palavras trabalhadas plasticamente com formas e cores.
Segundo Moacir dos Anjos, curador da 29ª Bienal de São Paulo, “... a ‘pichação’, ou simplesmente o pixo, com 'x' mesmo, grafia usada por seus praticantes para diferenciar o que fazem hoje em São Paulo das pichações político-partidárias, religiosas, musicais, ou mesmo ligadas à propaganda que há vários anos enchem os muros e paredes da cidade, a despeito do quão 'limpa' ela queira apresentar-se. E queremos incluí-lo porque achamos que o pixo borra e questiona os limites usuais que separam o que é arte e o que é política”, em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/720657-pixo-questiona-limites-que-separam-arte-e-politica-diz-curador-da-bienal-de-sp.shtml
A proposta é que esse projeto didático ganhe um caráter político, uma vez que vamos dar voz aos alunos, além de dar espaço para que atuem com expressividade.
Quando se fala em pichação, todas as pessoas que moram em grandes centros urbanos podem ter voz. Os muros e paredes das ruas e viadutos, prédios e fachadas de casas são alvos da vontade de alguém se apropriar da cidade. Por esta razão, todas as pessoas que moram na rua, no bairro e na cidade estão dentro do debate – mas estando na escola, podemos torná-lo mais organizado e recheado de informações.
Como o assunto é polêmico e envolve diferentes pontos de vista, é propício levar a proposta para uma dimensão política. Citando novamente Moacir dos Anjos, “Lembro que política é aqui entendida não como espaço de apaziguamento de diferenças, mas justamente o contrário. Ou seja, como o espaço formado pelos atos, gestos, falas ou movimentos que abrem fissuras nas convenções e nos consensos que organizam a vida comum. Ou seja, como bem coloca o filósofo francês Jacques Rancière, política entendida como esfera do ‘desentendimento’".
O debate pode acontecer em todas as classes em que você leciona, separadamente, mas é fundamental que o que acontecer em cada uma delas seja comunicado para todos os envolvidos no projeto. Para isto, os alunos podem ser organizados como em uma assembleia, quando todos podem ter voz e um tempo determinado para defender sua posição. Para realizar os registros, a turma pode ser dividida em três, sendo que cada grupo fica responsável por anotar ideias referentes ao grafite, a pichação e a “pichação".
Após a assembleia, apresente algumas imagens que ilustrem os diferentes tipos de manifestação e pequenos textos que definam melhor cada uma delas. Todas as ideias que circularam podem ser reunidas para que possam ser compartilhadas pela comunidade: um mural no corredor, um jornal ou um fanzine.

2ª etapa
As aulas seguintes podem ter situações alternadas de apreciação, contextualização e produção. Se o projeto for proposto para diferentes séries, do 6º ao 9º ano, é importante que em cada série ganhe um tratamento didático diferente, e que haja uma progressão nos desafios colocados. Um exemplo é propor que cada série se dedique a estudar diferentes aspectos: a dimensão coletiva da manifestação, o suporte em espaços públicos, as características das marcas pessoais características etc. Esses estudos também devem ser divulgados entre as turmas, por isso é importante reservar tempo para sistematização dos conhecimentos construídos em um mural ou produção de um jornal ou fanzine.


3ª etapa
Convide todos a realizar um grafite na escola – antes disso, defina o lugar em que cada série vai trabalhar. Para sensibilizar o olhar dos alunos, vale a pena observar os lugares escolhidos por diferentes artistas para que eles tenham referências. Lance perguntas que favoreçam relacionar imagem e espaço, conforme as sugestões abaixo.

Saiba que serão necessárias pelo menos cinco aulas para que os alunos elaborem projetos, possam receber suas orientações, e participem de situações de apreciação que dialoguem com os projetos criados.
Os artistas Leonardo Delafuente (D lafuen T) e Anderson Augusto (SÃO) criaram o Projeto 6emeia e espalharam pelos bairros paulistanos da Barra Funda e do Bom Retiro vários grafites em bueiros e bocas de lobo. Os desenhos podem inspirar questões: o que mais poderia ser pintado na boca de lobo? Que outros elementos da cidade sugerem a criação de imagens e quais imagens, por exemplo, um poste, a faixa de pedestre? Veja as imagens disponíveis em:http://somentecoisaslegais.com.br/geral/49-grafites-criativos-em-bueiro-e-boca-de-lobo
Zezão olha para os elementos e questões da cidade. Questione: quais aspectos invisíveis podem ser explorados? A proposta é aprofundar a relação com os lugares, e não enfeitá-los. E nós, como podemos fazer isto?
Pode ser interessante olhar para os elementos arquitetônicos da escola como possíveis suportes para o grafite. Para isso, pergunte: de memória, quais elementos são atrativos para fazer o grafite? É muito bacana ver como os grafites dos irmãos Osgemeos se ajustam perfeitamente à arquitetura, como se os lugares dissessem “Aqui cabe uma figura humana” e... “aqui se ajusta perfeitamente uma cabeça”. Os elementos construídos se humanizam, a intervenção provoca a reflexão sobre como as pessoas se relacionam com o crescimento da cidade e espaços cada vez mais ocupado por construções. Houve transformações significativas em nosso bairro? Quais? Como poderíamos comentar estas transformações por meio de imagens? Mostre algumas imagens emhttp://www.verveweb.com.br/jornalismo/osgemeos_adrianapaiva.html.
Após a apreciação de imagens, é chegada a hora de caminhar pela escola, tanto nos espaços internos quanto nos externos, para investigar as potencialidades de cada um. É fundamental compartilhar com os alunos o propósito desta investigação: é a partir dela que vão emergir as ideias para a realização dos grafites.
Enquanto é feita a caminhada pela escola, vale fazer intervenções que provoquem os alunos a refletir sobre a relação que estabelecem com o espaço, tais como: “vamos pensar em uma palavra para este lugar?”, “que tipo de ações ocorrem aqui?”, “como nosso corpo ocupa este espaço?”, “este canto guarda alguma memória?” ou ainda, “vamos encontrar um lugar em que houve um acontecimento marcante”.
Para as áreas externas, o mesmo pode acontecer, com perguntas do tipo: “quais são as características da rua da escola?”, “quem são as pessoas que circulam por essa rua?”, “e que imagens vocês gostariam de criar neste espaço para dialogar com os passantes?”, “qual a sua relação com esta rua?”, “além do muro da escola, quais outros elementos arquitetônicos podem servir de suporte para a realização do grafite?”. Oriente os alunos a fazer registros fotográficos e por escrito para que nada se perca. Apoie a turma no momento de expor as ideias após a caminhada e também ajude a definir o projeto de cada classe.
Com estas informações planeje a aula seguinte, analisando os lugares apontados como os mais interessantes, além das primeiras ideias trazidas pelos alunos. Pense nos agrupamentos que podem ser feitos em cada série. No 6º ano, por exemplo, a proposta pode ser trabalhar coletivamente, favorecendo aprendizagens relacionadas à partilha de ideias, conhecimentos e responsabilidade de cada um.
Seguindo este raciocínio, no 7º ano, o trabalho pode ser realizado em pequenos grupos, no 8º ano em duplas, e, no 9º ano, pode ser um grande desafio que os próprios alunos definam se gostariam de realizar projetos individuais, em duplas ou em grupos – afinal, este tipo de organização é um aspecto determinante no processo de criação.
Para aprofundar os conhecimentos dos alunos, enriquecer e alimentar os projetos, leve referências. Algumas sugestões:
- Para as turmas que forem realizar trabalhos de caráter coletivo, leve referências das pinturas murais, um recorte que favorece o papel político da arte, principalmente no que diz respeito a sua função e relação com o público. A proposta prática pode estar mais relacionada aos procedimentos de pintura mural, e o principal material para fazer isto é o pincel. O projeto pode ser realizado em formato A4, em um acetato, e projetado na parede com retroprojetor. O desenho é passado para o local em que o grafite será realizado. Antes da pintura é importante fazer um estudo de cor para que todos possam participar de modo apropriado da produção. Saiba mais sobre o muralismo na Enciclopédia do Itaú Cultural.
- Se o trabalho for elaborado por pequenos grupos, vale olhar em propostas realizadas por coletivos. O JAMAC- Jardim Miriam Arte Clube pode ser uma referência boa para pensar sobre o envolvimento da comunidade e a transformação dos lugares em que vivem. Esta abordagem amplia a ideia de que fazer o grafite restringe-se a embelezar os lugares. Veja mais em:http://afonsopost.blogspot.com.br/2010/06/monica-nador-e-o-jamac.html
Para a proposta prática, os alunos podem aprender a técnica de estêncil,  ou combinar diferentes linguagens, como pintura e colagem, como na imagem ao lado, do coletivo Matilha Cultural. Veja mais em: Grafite - Coletivo Matilha Cultural - Centro/SP
- Para a turma que for trabalhar em duplas, ouvir depoimentos de grafiteiros que trabalham em dupla se organizam. Os informantes podem ser os próprios alunos, para o caso dos que já praticam este tipo de atividade, ou amigos dos alunos. Assistir a alguns vídeos para analisar o modo como os grafiteiros, pichadores e “pichadores" pensam a relação com o espaço e com a cidade pode ser bem instigante.
Titifreak, por exemplo, explora a relação entre a palavra e a imagem, favorecendo abordar as diferenças entre grafite e “pichação". http://titifreak.blogspot.com.br/
Os alunos podem criar poemas visuais, que dialogam com o grafite, com a pichação e com a “pichação" também.
- Outro possível caminho pode ser focar na institucionalização do grafite, a ampliação do circuito de arte, fazendo a seguinte pergunta: “Qual o motivo de levar o grafite, manifestação de rua e urbana, para as instituições de arte, como museus e galerias?” e “O que significa trazê-lo para dentro da escola?”
As ações podem tencionar mais as relações com a comunidade, mas tudo precisa ser feito com cautela e em comum acordo, para que essa ação não provoque uma recusa por parte da instituição de abarcar e apoiar o projeto. Afinal, a proposta é estudar arte, fazer um exercício de ação poética e política, diferente do que fazem os grafiteiros profissionais. Sobre esse assunto não faltam depoimentos na rede.
Os alunos podem trabalhar com propostas dentro e fora da escola, fazendo um grafite no muro e criando objetos e pinturas que dialoguem com outros espaços internos.

Produto Final
Se os registros foram sendo compartilhados no mural, todos os envolvidos no projeto podem organizar uma apresentação oral para a comunidade ou, se esta proposta for inviável, podem se reunir em pequenos grupos para apresentações para outras classes, para os pais, para os funcionários da escola. Para o caso do fanzine, este pode ser editado e lançado para marcar a finalização do projeto. Por fim, se o jornal foi produzido para documentar todas as etapas do processo, um último número pode ser lançado.


Avaliação
Para finalizar o projeto, é importante retomar as primeiras ideias dos alunos (aquelas que foram registradas), refletir sobre como se transformaram ao longo do processo, e concluir com uma pesquisa sobre o impacto dessas ações junto à comunidade.


Consultoria Marisa Szpigel
Coordenadora de Arte da Escola da Vila, na capital paulista.

AULA FORA



PLANO DE AULA


O Sol e as estrelas vão guiar a turma

Objetivos
Compreender os conceitos da física que possibilitaram a orientação dos navegadores europeus durante a expansão marítima 


Introdução
"Desembarcamos logo na espaçosa Parte, por onde a gente se espalhou, De ver cousas estranhas desejosa Da terra que outro povo não pisou; Porem eu com pilotos na arenosa Praia, por vermos em que parte estou, Me detenho em tomar do Sol a altura E compassar a universal pintura." 


Nesses versos de Os Lusíadas, Luís de Camões usa "a universal pintura" como metáfora para mapa-múndi. Compassá-la significa traçar rotas náuticas sobre o mapa. Assim como Leonardo da Vinci, tema da reportagem "Um Gênio Entre Nós" (págs. 80 a 84), o mais importante poeta histórico de língua portuguesa era também um grande conhecedor das ciências. A formação dos dois era parecida com a que se busca hoje no ensino. Foi pensando na idéia do "homem completo", tão importante no Renascimento, que o professor Renato da Silva Oliveira propôs este roteiro de trabalho. 


Atividades
1. Proponha que os alunos leiam antecipadamente "O Salto de Qualidade" (págs. 48 a 52) e façam as montagens do astrolábio e da balestilha indicados nos quadros. Os professores de Matemática e de Artes devem ajudar na construção. Pode-se explorar o uso dos aparelhos planejando aulas ao ar livre, inclusive noturnas, para observar a posição do Sol e das estrelas. 


2. Reserve um tempo para mostrar como se processa o movimento de rotação da Terra e, em conseqüência, como se dá o movimento aparente do Sol. Fale também sobre o geomagnetismo. O fenômeno é complexo, mas os alunos vão compreendê-lo. Algumas bactérias, peixes e aves têm sensibilidade natural para esse fenômeno, mas como somos desprovidos dela, necessitamos de bússolas. Explique como esses aparelhos funcionam. 


3. Para medir a altura do Sol com o astrolábio, separe os alunos em duplas: um para segurar o barbante e fazer a leitura do ângulo, o outro para alinhar o canudo com os raios solares. 


O alinhamento pode ser percebido quando a sombra do canudo, com formato circular, aparecer sobre a folha de papel que deve ser usada como anteparo. O procedimento é chamado de "pesagem do Sol". Depois de anotar o momento de cada leitura, eles podem comparar as várias medições feitas pelas duplas e calcular os valores médios. Aproveite para explorar os conceitos de média e desvio. Mostre que a direção das sombras que o Sol projeta quando passa por seu ponto mais alto no céu corresponde à orientação Norte-Sul geográfica. A turma perceberá as dificuldades práticas da "pesagem do Sol" em terra firme e poderá avaliar os problemas da medição em alto mar. 


4. Conforme o número e os horários das medições, você pode determinar, junto com a classe, a direção dos pontos cardeais (N, S, L, O) e compará-la com a direção obtida a partir de bússolas, no mesmo local. Assim, mostrará na prática como se determina a declinação magnética de um local. 


5. Se tiver mais tempo, explique como se calcula a latitude do ponto de observação a partir das medidas da altura do Sol. Sabendo a data da observação e lembrando que a inclinação da Eclíptica em relação ao Equador Celeste é 23,5º, pode-se calcular a posição aproximada do Sol na Eclíptica e quanto ele está afastado do Equador Celeste. 


6. Tente agendar uma atividade noturna para mostrar a aplicação da balestilha na medição da distância angular entre duas estrelas e entre a Lua e uma estrela. A construção do instrumento e o modo de usá-lo podem ser vistos no quadro acima. Como aparece na figura, quando as laterais do cartão central da balestilha apontam para duas estrelas, pode-se medir o ângulo entre elas. Quanto maior for esse ângulo, mais próximo o cartão estará do olho. 


7. Com a coordenação dos professores de História e Geografia, proponha uma pesquisa traçando paralelos entre os empreendimentos das navegações, por Portugal e Espanha, no Renascimento, e as viagens espaciais, dos Estados Unidos e União Soviética, na época da Guerra Fria. É preciso salientar que toda analogia tem vantagens e limites. Considere, por exemplo, a duração das viagens. A de Cabral ou a de Vasco da Gama podiam ser de meses ou anos. Já a de Yuri Gagarin durou menos de duas horas. Em comum, Portugal, Espanha, Estados Unidos e União Soviética tinham motivos e capacidade tecnológica para empreender suas viagens. 


8. Após a leitura da nota "Morte a Distância" (pág.64), proponha a seguinte questão: "Se o movimento dos corpos lançados obliquamente só foi elucidado por Galileu Galilei depois de 1600, como os canhoneiros dos navios conseguiam acertar seus alvos?" Muitos sábios dos séculos XV e XVI, período das navegações, imaginavam que a trajetória de uma bala de canhão fosse uma linha reta inclinada enquanto ela subia, e uma linha vertical quando ela descia. Mais de um século foi necessário para descobrir a forma parabólica dessas trajetórias. 


9. "Um Gênio Entre Nós" permite um debate sobre a especialização e generalização, tomando como base a figura de Leonardo da Vinci, autor do desenho que forma o fundo destas páginas. Ponha em discussão esse tema: até que ponto vale a pena compartimentar os conhecimentos? O que é mais vantajoso para a sociedade: formar pessoas especialistas ou generalistas?

1. Trace duas diagonais no quadrado de papelão, para marcar o centro dele. 
2. Desenhe um círculo com 12 a 14 centímetros de diâmetro, centralizado no papelão. 
3. Risque duas retas perpendiculares, passando pelo centro. Acima da parte superior do círculo, faça um quadrado com 1 centímetro de lado. 
4. Recorte o círculo e o quadradinho de cima, no papelão. 
5. Com o auxílio do transferidor, marque graduações de 0 a 90 graus, de 1 em 1 grau, nos quadrantes indicados no esquema. 
6. Faça dois furinhos próximos ao centro do círculo e distantes 0,5 centímetro um do outro. Cada furinho deve ficar num dos quadrantes não graduados. Um terceiro furo deve ser feito no quadrado pequeno acima do círculo. 
7. Passe o barbante pelos três orifícios e amarre a borracha na parte de baixo. 
8. Insira o canudo entre o barbante e o papelão, como mostra o quadro. O astrolábio está pronto.

1. No cartão, marque as linhas indicadas na primeira figura. 
2. Recorte as quatro abas laterais, conforme indicado. Assim se formarão duas peças iguais, como na figura. 
3. Passe cola apenas nas áreas marcadas e junte as duas partes, pelas laterais. 
4. Grampeie sobre as linhas pontilhadas laterais. 
5. Encaixe a régua no orifício formado entre os grampos. Os alunos terão de marcar, na régua, uma escala de ângulos, fazendo corresponder as medidas angulares às marcações em centímetros.



Consultoria Renato da Silva Oliveira
Professor de Física do Colégio Objetivo, de São Paulo

Projeto - Sarau infantil


 LITERATURA INFANTIL
Objetivos
- Ampliar o repertório de poesias conhecidas pela turma.
- Utilizar a linguagem oral, adequando-a a uma situação comunicativa formal.
Conteúdo
- Comunicação oral.
Anos - Pré-escola.
Tempo estimado
Dois meses. 

Material necessário
·           Filmadora
·           Caixa de papelão
·           Aparelho de som
·           CD A Arca de Noé - Vols. 1 e 2 (vários intérpretes, Universal Music Brasil, 16 reais)
Livros
·           A Arca de Noé (Vinicius de Moraes, 64 págs., Ed. Cia. das Letrinhas, tel. 11/3707-3500, 46,50 reais)
·            Poemas Desengonçados (Ricardo Azevedo, 56 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 26,90 reais)
·           Mais Respeito, Eu Sou Criança (Pedro Bandeira, 80 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 29,50 reais)

Flexibilização
Para ampliar a capacidade de comunicação e expressão de crianças com deficiência auditiva e auxiliá-las a utilizar libras, posicione as crianças em semicírculo no momento da leitura, para que visualizem o educador, os colegas e o intérprete. É importante que todos falem um de cada vez, para facilitar a compreensão. Apresente os autores por meio de fotos e estimule a criança a declamar, em libras, poemas que já conhece. Você também pode declamar algumas poesias para servir como modelo de leitor. Explique a todos as etapas do projeto e apresente uma nova poesia às crianças a cada dia. Peça à criança surda que observe a expressão facial e os movimentos do corpo do intérprete quando este estiver declamando. Proponha que a criança leve um bilhete para casa pedindo que os pais escrevam uma poesia para ser apresentada aos colegas. Incentive a criança surda a participar da confecção da "caixa mágica" e explique que ali serão colocadas as poesias e os livros utilizados no projeto. Apresente à criança a poesia que ela irá declamar junto com dois ou três colegas. Convidar um surdo adulto para declamar na sala em libras para que a criança tenha outros exemplos também é uma boa alternativa. Filme a criança surda declamando com o seu grupo e num segundo momento retome o vídeo para que juntos possam ver o que precisa ser melhorado. No dia do sarau, é interessante que a poesia que será declamada em libras seja lida para a plateia. Registrar todos os avanços da criança é fundamental.

Desenvolvimento
1ª etapa - Pergunte quais poemas às crianças conhecem e estimule-as a declamar. Convide-as a conhecer outros, mostrando os livros selecionados. Leia em voz alta alguns deles, caprichando na entonação. Compartilhe a ideia de organizar um sarau de poesia e convidar os pais para assistir ao evento. Explique que para isso é preciso conhecer vários poemas e aprender a declamá-los.

2ª etapa - Apresente algumas faixas do CD de poesia musicada para familiarizar a turma com o gênero.

3ª etapa - Leia para os pequenos todos os dias os livros escolhidos para o projeto. Converse com eles sobre as poesias e como se deve declamar, cuidando da entonação e da altura da voz, para que o público compreenda e ouça com clareza o que for dito. Como tarefa de casa, oriente que peçam aos pais para recitar e registrar por escrito poemas e versinhos que apreciem. Use a caixa de papelão para guardar os textos poéticos fornecidos pelos pais, os livros e o CD.

4ª etapa - Leia a poesia Bola de Gude, do livro Poemas Desengonçados, chamando a atenção da turma para a entonação, dicção e altura da sua voz. Proponha que a recitem coletivamente. Repita o procedimento com outros poemas. Use a filmadora para gravar esses momentos.

5ª etapa - Exiba o vídeo para que as crianças possam analisar como estão se saindo e em que precisam melhorar. Ajude-as apontando o que estiver adequado também.

6ª etapa - É hora de selecionar o que será apresentado no sarau. Perguntem às crianças quais são os textos prediletos delas e decidam se as declamações serão feitas individualmente, em duplas, trios ou grupos maiores. Convide as famílias para o evento.

7ª etapa - Ensaie com a turma os poemas. Filme novamente e exponha as imagens para que todos possam se aperfeiçoar.
Produto final
Sarau infantil.

Avaliação
Observe e registre o avanço das crianças no que se refere à apropriação na forma de se expressar em situações de comunicação formal.

Retirado da revista Crescer- acesso 29/05/2012
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI3335-10536,00.html



quinta-feira, 7 de junho de 2012

ALFABETIZAÇÃO - Sequência Didática


Pesquisando e escrevendo sobre os animais.
Veja como aproveitar as atividades de leitura e escrita desenvolvidas ao longo de uma sequência didática sobre os animais para propor a reflexão sobre a escrita

Objetivos
- Ampliar o conhecimento sobre a variedade de animais. 
- Observar, registrar e comunicar algumas semelhanças e diferenças entre os animais. 
- Avançar no conhecimento sobre o funcionamento do sistema de escrita e na aquisição da leitura e da escrita convencional. 
- Ler para localizar informações. 
- Desenvolver o comportamento leitor e escritor durante o processo de produção textual. 

Conteúdos
- Práticas de leitura e escrita. 
- Sistema de escrita. 
- Animais vertebrados e invertebrados. 

Anos
1º e 2º anos 

Tempo estimado 
Dez aulas. 

Material necessário 
Prancheta, folhas de sulfite, lupas, lápis preto, borracha e pá de jardim.

Livros - Meu 1º Larousse dos Animais, 160 págs., Editora Larousse, Tel.: 11 3855-2290, 44,90 reais. 
Ciência Hoje na Escola: Bichos - volume 2, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (Org), Inst. Ciências Hoje, Tel.: 0800 7278 999, 39 reais.

Penas, peles, pelos, escamas e outros revestimentos, de José Luis Pizzorno
Vespas: de vilãs a parceiras, de Fábio Prezoto, Simone Alves de Oliveira Cortes e André Carneiro Melo
Nina na Mata Atlântica, 36 págs., Nina Nazario, Ed. Oficina de Textos, Tel.: (11) 3085-7933, 26 reais. 
Enciclopédias que contenham verbetes sobre animais.

Desenvolvimento
1ª etapa
Explique aos alunos que ao longo de dez aulas eles aprenderão algumas semelhanças e diferenças que existem entre os animais. Para introduzir o tema, mobilize o interesse deles com algumas perguntas, como por exemplo: Como é formado o corpo dos animais? Em que eles se parecem e se diferenciam? Será que todos têm quatro patas? Entregue à turma o livro Meu 1º Larousse dos Animais ou outros livros e enciclopédias que estejam disponíveis na biblioteca escolar. Peça que procurem informações sobre os animais que consideram comuns, raros, diurnos, noturnos, domésticos, selvagens, pequenos e grandes. Quanto maior a diversidade, melhores serão as possibilidades de agrupamentos e mais ricas serão as discussões. Ao final da atividade, peça que comentem os animais que encontraram. 
Em seguida, faça uma apresentação oral para explicar como os seres vivos podem ser classificados. Demonstre que há animais que possuem diferentes formas de locomoção (caminham, voam, nadam e rastejam); de alimentação (herbívoros, carnívoros e onívoros) e que alguns são ativos durante o dia e outros à noite. Por último, explique que também é possível classificar os animais quanto à presença ou não de esqueleto interno, ou seja, podem ser vertebrados e invertebrados e que essa é uma diferença interna. Atente para que os alunos atribuam o significado correto a cada termo novo apresentado. Depois de expor, abra um espaço de discussão. 
Sugira que seja feita uma síntese coletiva das ideias mais importantes que foram expostas. Para isso, os alunos devem tomar nota dos pontos principais com o objetivo de organizar e conservar a memória da exposição. Explique que essa é uma maneira particular de escrever, em que não precisamos colocar tudo o que foi dito, não se usa, necessariamente, uma linha contínua e que é possível destacar apenas algumas palavras que remetem as ideias centrais. Como provavelmente será a primeira vez que farão uma atividade como essa, a tomada de notas deve ser coletiva, onde o professor serve de escriba. Proponha algumas perguntas como: "O que pareceu importante sobre o tema apresentado?". Enquanto eles respondem, escreva na lousa o que é ditado. Faça intervenções para que compreendam a importância de tomar notas das informações estudadas, como por exemplo: "Vocês estão dizendo que alguns dos animais comem plantas. Durante a minha exposição foi dito como eles são chamados, quem lembra qual foi a palavra que utilizei?" 

2ª etapa
Entregue aos alunos diferentes enciclopédias e outros livros sobre animais que a escola tenha em seu acervo. Peça que leiam os verbetes e observem as imagens para identificar como é formado o corpo dos animais. Pergunte se todos possuem cabeça, tronco e membros, quais possuem patas ou asas, se o corpo é revestido por penas, pelos, plumas ou escamas, etc. 
Aproveite o momento para explicar como funciona o índice da enciclopédia e de que forma ele ajuda a localizar o que procuramos. Para isso, exemplifique como utilizá-lo em outros livros que estejam à disposição da sala. Apresente diversos títulos que tenham diferentes tipos de índices: alfabéticos, temáticos, sumários com ou sem descrição dos conteúdos, índices com imagens, etc. 
Distribua para cada um dos alunos cópias de parte de um índice ou de uma lista com nomes de animais que começam com uma mesma letra, como por exemplo, aranha, abelha, etc... Leia os nomes em uma ordem aleatória e não aponte para cada um deles enquanto lê. Peça que eles circulem um dos nomes. Enquanto as crianças respondem, acompanhe o trabalho dos grupos. Peça que eles compartilhem suas respostas. Faça intervenções adequadas à hipótese de escrita de cada aluno para que ele volte ao texto e se apoie nas letras para justificar suas escolhas. Eles avançam quando cada um socializa as respostas e os procedimentos utilizados. 
Em seguida, forme grupos de três pessoas e peça que os alunos explorem os materiais de leitura, como enciclopédias ou o livro Nina na Mata Atlântica. O objetivo é folhear e interpretar ilustrações para encontrar informações específicas sobre o gambá. 
Durante a leitura exploratória, faça algumas intervenções: Peça que marquem com um papel a página em que há informações que estamos procurando. Pergunte por que acham que esta página pode oferecer informações sobre o corpo dos gambás? Como encontrou essas informações? Pelas imagens? Solicite que leiam em voz alta para confirmar a informação encontrada. Depois de os grupos selecionarem os materiais e as respectivas páginas, solicite que compartilhem os resultados da leitura exploratória. 

3ª etapa
Proponha que, em duplas, os alunos façam as legendas para algumas imagens dos animais estudados, como o gambá e o jabuti. Entregue a cada dupla uma folha com a atividade. Peça para eles escreverem o nome das partes do corpo indicadas com setas e também citarem algumas de suas características. Como modelo, escreva em uma das setas que está no desenho do jabuti: o casco serve para proteger o jabuti dos seus predadores. 
Convide-os a escrever da melhor forma que puderem, com os conhecimentos de que dispõem. Para ajudá-los a resolver as dúvidas que surgirem, deixe ao alcance de todas as letras do alfabeto, uma lista com os nomes dos alunos da classe, fichas com as anotações sobre os animais estudados, calendários de aniversário e livros. 
Para as crianças que não leem convencionalmente, mas que já conhecem o valor sonoro convencional das letras selecione uma página com uma informação específica, como por exemplo, as partes do corpo do jabuti. Leia para o grupo o título desta página e comente o que as imagens revelam. Depois proponha que busquem onde está escrito patas dianteiras nesta página. Para encontrar essa informação e resolver esse problema de leitura, as crianças que ainda não leem convencionalmente, irão lançar mão da disposição gráfica do texto, dos índices qualitativos, do valor sonoro convencional que conhecem. Portanto, colocarão em jogo tudo o que sabem sobre o sistema de escrita para descobrir o que não sabem. Enquanto as crianças escrevem, supervisione os grupos, intervindo para que foquem sua atenção no conteúdo que precisam escrever: Isto é uma pata ou uma cauda? Os gambás têm dentes? Como se chama essa parte mais dura do jabuti? Ou Como são chamadas as patas da frente? Nesse momento, o foco da reflexão está no que escrever, por isso, é importante registrar como cada um dos alunos escreveu cada palavra, quais são as reflexões que fizeram sobre o sistema de escrita para que, em uma próxima atividade, possa considerar esses saberes para ajustar melhor o desafio da proposta e das intervenções. 

4ª etapa
À medida que avançam, escreva junto com as crianças um quadro para organizar as informações pesquisadas nos livros e enciclopédias. A intenção é registrar as informações obtidas na etapa anterior, compará-las e chegar a algumas generalizações sobre as características dos animais estudados. Depois de finalizado, faça uma cópia da tabela deixando intencionalmente algumas colunas vazias para que os alunos completem com os dados correspondentes.
Animal
Partes do corpo
Tipo e quantidade de membros
Tipo de revestimento
Gambá
Patas
Orelhas
Olhos brilhantes
Cauda longa
Peludo
Dentes afiados
Bolsa na barriga
2 patas dianteiras e 2 patas traseiras

Sabiá
Penas
Patas
Bico
Olhos
Pescoço
Cauda

Penas
Em seguida, organize a turma em duplas produtivas, ou seja, reúna alunos com escrita silábica, que já fazem uso do valor sonoro convencional das letras com estudantes com escrita silábica que faz pouco ou nenhum uso do valor sonoro, com outros de escrita silábico-alfabética ou de escrita pré-silábica. É importante que os aqueles com escrita pré-silábica não sejam agrupados entre si para realizarem esse tipo de atividade: para eles, é importante a interação com alunos que já construíram a compreensão de que a escrita representa a fala - o que eles ainda estão em processo de compreender. 
Circule pela sala. Faça intervenções específicas para que eles voltem aos textos para responder. Além disso, pergunte se os alunos de cada dupla concordam com a maneira que escreveram. Peça que leiam e justifiquem suas respostas. Por último, realize a revisão coletiva solicitando que cada um apresente suas produções para toda sala. 

5ª etapa
Proponha à turma um trabalho de investigação: uma saída a campo para investigar os animais que vivem no jardim da escola ou numa praça próxima. Defina com os alunos os materiais necessários, os animais que serão pesquisados, onde e quais características observar e como tomar notas. Feito isso, forme grupos de três pessoas e explique que cada criança deverá fazer seu próprio registro. Todos precisam escrever o nome do animal que irão observar e informações como número de patas e como o corpo é revestido. É muito importante conversar sobre que animais esperam encontrar, pois isso prepara o olhar dos alunos para as observações. 
Depois que o grupo retornar do estudo de campo, organize as crianças nos mesmos grupos e oriente a próxima atividade: ler e compartilhar as anotações que fizeram com os colegas. Peça que verifiquem se escreveram o nome do animal observado, se colocaram a quantidade de patas, se têm asas, como é o revestimento da pele e outras informações que tenham registrado. Enquanto cada grupo estiver contando para todos o que observou, organize as informações na lousa. Nesse momento, as crianças podem compartilhar e completar suas informações em grupos menores. Interaja com os grupos para que possam avançar na prática de fazer anotações. 
Enquanto revisam suas anotações e confrontam com as anotações dos colegas, elas colocam em jogo diversas práticas de leitura e escrita: ler e ouvir as anotações do grupo comparam os dados registrados em suas anotações e nas dos outros; participam de discussões sobre quais informações convém deixar ou tirar no texto, completar de maneira pertinente as próprias anotações com as informações recebidas pelos colegas. 

6ª etapa
Selecione alguns textos considerados mais difíceis sobre animais invertebrados, como por exemplo, Vespas: de vilãs a parceiras. O objetivo é ampliar as informações dos alunos sobre os insetos, que são animais invertebrados e aproximá-los de um material informativo de divulgação científica, concebido para um destinatário geral, seja jovem ou adulto. 
Antes ler iniciar a leitura, comente como e onde encontrou o material. Depois da leitura, pergunte aos alunos se compreenderam o que foi lido. Explique quais características as vespas possuem e que explica a sua inclusão na categoria dos insetos. Ajude-os a estabelecerem relações entre o que foi lido e o que já sabem sobre os animais; releia fragmentos para confirmar ou rejeitar interpretações e para relacionar ideias no texto. 
Para profundar o conhecimento sobre as particularidades de alguns invertebrados, trabalhe com a turma o capítulo do livro Ciência Hoje na Escola: Bichos que fala sobre as aranhas e insetos comumente encontrados próximos às casas. Discuta com os alunos os critérios para inclui-los no quadro de invertebrados e analisar essa categoria. Nesse momento, alterne as situações em que as crianças seguem a leitura feita pelo professor e as que leem por si mesmas. Quando a leitura é feita pelo professor, cada criança deve ter uma cópia do texto em mãos para poder acompanhar a leitura. Nessa situação espera-se que os alunos avancem na compreensão de que os invertebrados também são animais, identificando semelhanças e diferenças com os vertebrados, ao mesmo tempo em que interagem com a linguagem escrita desses textos. 

7ª etapa
Proponha à turma a produção de um texto coletivo sobre as semelhanças e diferenças entre os invertebrados e vertebrados, e o que permite inclui-los no grupo dos animais. Certamente os alunos levantarão características como tamanho, tipo de alimentação e tipo de locomoção. Esse é o momento de ressaltar que o principal critério para separar esses dois grupos de animais é a presença de esqueleto, que é uma característica interna. 
Os alunos terão o desafio de compor o texto, de tomar as decisões sobre o que escrever e como organizar a linguagem escrita. Portanto, o papel dos distantes não é apenas dar ideias, mas transformar as ideias em texto, isto é, textualizar, saber como transformar o que ele aprendeu sobre os animais em linguagem escrita.

Durante a produção coletiva faça intervenções no sentido de modelizar os comportamentos escritores e compartilhar as etapas do processo de escrita, como por exemplo: antecipar o conteúdo que se quer comunicar, discutir as diversas formas de expressar as ideias e de textualizá-las, revisar o escrito tanto durante a textualização como depois de terminar a escrita. 

Avaliação
Ao longo da sequência observe a participação dos alunos, o quanto ampliaram o seu repertório sobre diferentes tipos de animais, note se são capazes de agrupá-los de acordo com os critérios trabalhados. Verifique também se empregam corretamente os novos termos apresentados. 
Analise o quanto cada aluno avançou em relação ao conhecimento sobre o funcionamento do sistema de escrita e na aquisição da leitura e da escrita convencional. Ao longo da sequência avalie também o desenvolvimento do comportamento leitor e escritor durante as atividades de leitura e escrita.

Consultoria 
Adaptação da Sequência Didática: Prácticas del lenguaje en contexto de estudio - Animales, elaborada pela equipe de Práticas de Linguagem da Divisão de Educação Primária de Buenos Aires, sob a coordenação da pesquisadora argentina Mirta Castedo.

A TELA NA SALA DE AULA


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Lúdico - Alfabeto Móvel.



Palavras Cruzadas Móveis.
Componentes: Dois conjuntos de letras em cores diferentes com todas as letras do alfabeto repetidas nuitas vezes.

Finalidade: formar palavras.Número de participantes: dois grupos com 3 alunos no máximo.

Regras: Cada grupo recebe um conjunto de letras;- Estipular um tempo para a realização do jogo;- O primeiro grupo forma uma palavra com suas letras;- A partir dessa palavra, os dois grupos vão formando, alternadamente, uma palavra cruzada a partir de uma letra da palavra do grupo adversário.

Caixinhas de Fósforo Ilustrada.
Componentes: caixinhas de fósforo encapadas com figuras coladas em cima e o nome da figura colada dentro. Papel ofício.

Finalidades: produção escrita de letras, palavras e textos.Número de participantes: grupos de no máximo 4 alunos.

Regras: Distribuir as caixinhas entre os grupos- Os alunos poderão escolher uma tarefa para realizar ou realizar todas elas.Tarefas a serem realizadas em cada grupo:- Unir a figura com a palavra, desenha-la, escrever do jeito que sabem o nome da figura e circular a 1ª letra.- Desenhar e escrever outras coisas que também iniciam com o mesmo som dos nomes das figuras.- Pesquisar, recortar e colar as letras que formam o nome das figuras.- Escrever quantas letras é preciso para escrever o nome das figuras e quantas vezes abrimos a boca para falá-la.- Construir do seu jeito uma história utilizando o nome das figuras.



Fonte: Ajudinha Básica.