quinta-feira, 7 de junho de 2012

ALFABETIZAÇÃO - Sequência Didática


Pesquisando e escrevendo sobre os animais.
Veja como aproveitar as atividades de leitura e escrita desenvolvidas ao longo de uma sequência didática sobre os animais para propor a reflexão sobre a escrita

Objetivos
- Ampliar o conhecimento sobre a variedade de animais. 
- Observar, registrar e comunicar algumas semelhanças e diferenças entre os animais. 
- Avançar no conhecimento sobre o funcionamento do sistema de escrita e na aquisição da leitura e da escrita convencional. 
- Ler para localizar informações. 
- Desenvolver o comportamento leitor e escritor durante o processo de produção textual. 

Conteúdos
- Práticas de leitura e escrita. 
- Sistema de escrita. 
- Animais vertebrados e invertebrados. 

Anos
1º e 2º anos 

Tempo estimado 
Dez aulas. 

Material necessário 
Prancheta, folhas de sulfite, lupas, lápis preto, borracha e pá de jardim.

Livros - Meu 1º Larousse dos Animais, 160 págs., Editora Larousse, Tel.: 11 3855-2290, 44,90 reais. 
Ciência Hoje na Escola: Bichos - volume 2, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (Org), Inst. Ciências Hoje, Tel.: 0800 7278 999, 39 reais.

Penas, peles, pelos, escamas e outros revestimentos, de José Luis Pizzorno
Vespas: de vilãs a parceiras, de Fábio Prezoto, Simone Alves de Oliveira Cortes e André Carneiro Melo
Nina na Mata Atlântica, 36 págs., Nina Nazario, Ed. Oficina de Textos, Tel.: (11) 3085-7933, 26 reais. 
Enciclopédias que contenham verbetes sobre animais.

Desenvolvimento
1ª etapa
Explique aos alunos que ao longo de dez aulas eles aprenderão algumas semelhanças e diferenças que existem entre os animais. Para introduzir o tema, mobilize o interesse deles com algumas perguntas, como por exemplo: Como é formado o corpo dos animais? Em que eles se parecem e se diferenciam? Será que todos têm quatro patas? Entregue à turma o livro Meu 1º Larousse dos Animais ou outros livros e enciclopédias que estejam disponíveis na biblioteca escolar. Peça que procurem informações sobre os animais que consideram comuns, raros, diurnos, noturnos, domésticos, selvagens, pequenos e grandes. Quanto maior a diversidade, melhores serão as possibilidades de agrupamentos e mais ricas serão as discussões. Ao final da atividade, peça que comentem os animais que encontraram. 
Em seguida, faça uma apresentação oral para explicar como os seres vivos podem ser classificados. Demonstre que há animais que possuem diferentes formas de locomoção (caminham, voam, nadam e rastejam); de alimentação (herbívoros, carnívoros e onívoros) e que alguns são ativos durante o dia e outros à noite. Por último, explique que também é possível classificar os animais quanto à presença ou não de esqueleto interno, ou seja, podem ser vertebrados e invertebrados e que essa é uma diferença interna. Atente para que os alunos atribuam o significado correto a cada termo novo apresentado. Depois de expor, abra um espaço de discussão. 
Sugira que seja feita uma síntese coletiva das ideias mais importantes que foram expostas. Para isso, os alunos devem tomar nota dos pontos principais com o objetivo de organizar e conservar a memória da exposição. Explique que essa é uma maneira particular de escrever, em que não precisamos colocar tudo o que foi dito, não se usa, necessariamente, uma linha contínua e que é possível destacar apenas algumas palavras que remetem as ideias centrais. Como provavelmente será a primeira vez que farão uma atividade como essa, a tomada de notas deve ser coletiva, onde o professor serve de escriba. Proponha algumas perguntas como: "O que pareceu importante sobre o tema apresentado?". Enquanto eles respondem, escreva na lousa o que é ditado. Faça intervenções para que compreendam a importância de tomar notas das informações estudadas, como por exemplo: "Vocês estão dizendo que alguns dos animais comem plantas. Durante a minha exposição foi dito como eles são chamados, quem lembra qual foi a palavra que utilizei?" 

2ª etapa
Entregue aos alunos diferentes enciclopédias e outros livros sobre animais que a escola tenha em seu acervo. Peça que leiam os verbetes e observem as imagens para identificar como é formado o corpo dos animais. Pergunte se todos possuem cabeça, tronco e membros, quais possuem patas ou asas, se o corpo é revestido por penas, pelos, plumas ou escamas, etc. 
Aproveite o momento para explicar como funciona o índice da enciclopédia e de que forma ele ajuda a localizar o que procuramos. Para isso, exemplifique como utilizá-lo em outros livros que estejam à disposição da sala. Apresente diversos títulos que tenham diferentes tipos de índices: alfabéticos, temáticos, sumários com ou sem descrição dos conteúdos, índices com imagens, etc. 
Distribua para cada um dos alunos cópias de parte de um índice ou de uma lista com nomes de animais que começam com uma mesma letra, como por exemplo, aranha, abelha, etc... Leia os nomes em uma ordem aleatória e não aponte para cada um deles enquanto lê. Peça que eles circulem um dos nomes. Enquanto as crianças respondem, acompanhe o trabalho dos grupos. Peça que eles compartilhem suas respostas. Faça intervenções adequadas à hipótese de escrita de cada aluno para que ele volte ao texto e se apoie nas letras para justificar suas escolhas. Eles avançam quando cada um socializa as respostas e os procedimentos utilizados. 
Em seguida, forme grupos de três pessoas e peça que os alunos explorem os materiais de leitura, como enciclopédias ou o livro Nina na Mata Atlântica. O objetivo é folhear e interpretar ilustrações para encontrar informações específicas sobre o gambá. 
Durante a leitura exploratória, faça algumas intervenções: Peça que marquem com um papel a página em que há informações que estamos procurando. Pergunte por que acham que esta página pode oferecer informações sobre o corpo dos gambás? Como encontrou essas informações? Pelas imagens? Solicite que leiam em voz alta para confirmar a informação encontrada. Depois de os grupos selecionarem os materiais e as respectivas páginas, solicite que compartilhem os resultados da leitura exploratória. 

3ª etapa
Proponha que, em duplas, os alunos façam as legendas para algumas imagens dos animais estudados, como o gambá e o jabuti. Entregue a cada dupla uma folha com a atividade. Peça para eles escreverem o nome das partes do corpo indicadas com setas e também citarem algumas de suas características. Como modelo, escreva em uma das setas que está no desenho do jabuti: o casco serve para proteger o jabuti dos seus predadores. 
Convide-os a escrever da melhor forma que puderem, com os conhecimentos de que dispõem. Para ajudá-los a resolver as dúvidas que surgirem, deixe ao alcance de todas as letras do alfabeto, uma lista com os nomes dos alunos da classe, fichas com as anotações sobre os animais estudados, calendários de aniversário e livros. 
Para as crianças que não leem convencionalmente, mas que já conhecem o valor sonoro convencional das letras selecione uma página com uma informação específica, como por exemplo, as partes do corpo do jabuti. Leia para o grupo o título desta página e comente o que as imagens revelam. Depois proponha que busquem onde está escrito patas dianteiras nesta página. Para encontrar essa informação e resolver esse problema de leitura, as crianças que ainda não leem convencionalmente, irão lançar mão da disposição gráfica do texto, dos índices qualitativos, do valor sonoro convencional que conhecem. Portanto, colocarão em jogo tudo o que sabem sobre o sistema de escrita para descobrir o que não sabem. Enquanto as crianças escrevem, supervisione os grupos, intervindo para que foquem sua atenção no conteúdo que precisam escrever: Isto é uma pata ou uma cauda? Os gambás têm dentes? Como se chama essa parte mais dura do jabuti? Ou Como são chamadas as patas da frente? Nesse momento, o foco da reflexão está no que escrever, por isso, é importante registrar como cada um dos alunos escreveu cada palavra, quais são as reflexões que fizeram sobre o sistema de escrita para que, em uma próxima atividade, possa considerar esses saberes para ajustar melhor o desafio da proposta e das intervenções. 

4ª etapa
À medida que avançam, escreva junto com as crianças um quadro para organizar as informações pesquisadas nos livros e enciclopédias. A intenção é registrar as informações obtidas na etapa anterior, compará-las e chegar a algumas generalizações sobre as características dos animais estudados. Depois de finalizado, faça uma cópia da tabela deixando intencionalmente algumas colunas vazias para que os alunos completem com os dados correspondentes.
Animal
Partes do corpo
Tipo e quantidade de membros
Tipo de revestimento
Gambá
Patas
Orelhas
Olhos brilhantes
Cauda longa
Peludo
Dentes afiados
Bolsa na barriga
2 patas dianteiras e 2 patas traseiras

Sabiá
Penas
Patas
Bico
Olhos
Pescoço
Cauda

Penas
Em seguida, organize a turma em duplas produtivas, ou seja, reúna alunos com escrita silábica, que já fazem uso do valor sonoro convencional das letras com estudantes com escrita silábica que faz pouco ou nenhum uso do valor sonoro, com outros de escrita silábico-alfabética ou de escrita pré-silábica. É importante que os aqueles com escrita pré-silábica não sejam agrupados entre si para realizarem esse tipo de atividade: para eles, é importante a interação com alunos que já construíram a compreensão de que a escrita representa a fala - o que eles ainda estão em processo de compreender. 
Circule pela sala. Faça intervenções específicas para que eles voltem aos textos para responder. Além disso, pergunte se os alunos de cada dupla concordam com a maneira que escreveram. Peça que leiam e justifiquem suas respostas. Por último, realize a revisão coletiva solicitando que cada um apresente suas produções para toda sala. 

5ª etapa
Proponha à turma um trabalho de investigação: uma saída a campo para investigar os animais que vivem no jardim da escola ou numa praça próxima. Defina com os alunos os materiais necessários, os animais que serão pesquisados, onde e quais características observar e como tomar notas. Feito isso, forme grupos de três pessoas e explique que cada criança deverá fazer seu próprio registro. Todos precisam escrever o nome do animal que irão observar e informações como número de patas e como o corpo é revestido. É muito importante conversar sobre que animais esperam encontrar, pois isso prepara o olhar dos alunos para as observações. 
Depois que o grupo retornar do estudo de campo, organize as crianças nos mesmos grupos e oriente a próxima atividade: ler e compartilhar as anotações que fizeram com os colegas. Peça que verifiquem se escreveram o nome do animal observado, se colocaram a quantidade de patas, se têm asas, como é o revestimento da pele e outras informações que tenham registrado. Enquanto cada grupo estiver contando para todos o que observou, organize as informações na lousa. Nesse momento, as crianças podem compartilhar e completar suas informações em grupos menores. Interaja com os grupos para que possam avançar na prática de fazer anotações. 
Enquanto revisam suas anotações e confrontam com as anotações dos colegas, elas colocam em jogo diversas práticas de leitura e escrita: ler e ouvir as anotações do grupo comparam os dados registrados em suas anotações e nas dos outros; participam de discussões sobre quais informações convém deixar ou tirar no texto, completar de maneira pertinente as próprias anotações com as informações recebidas pelos colegas. 

6ª etapa
Selecione alguns textos considerados mais difíceis sobre animais invertebrados, como por exemplo, Vespas: de vilãs a parceiras. O objetivo é ampliar as informações dos alunos sobre os insetos, que são animais invertebrados e aproximá-los de um material informativo de divulgação científica, concebido para um destinatário geral, seja jovem ou adulto. 
Antes ler iniciar a leitura, comente como e onde encontrou o material. Depois da leitura, pergunte aos alunos se compreenderam o que foi lido. Explique quais características as vespas possuem e que explica a sua inclusão na categoria dos insetos. Ajude-os a estabelecerem relações entre o que foi lido e o que já sabem sobre os animais; releia fragmentos para confirmar ou rejeitar interpretações e para relacionar ideias no texto. 
Para profundar o conhecimento sobre as particularidades de alguns invertebrados, trabalhe com a turma o capítulo do livro Ciência Hoje na Escola: Bichos que fala sobre as aranhas e insetos comumente encontrados próximos às casas. Discuta com os alunos os critérios para inclui-los no quadro de invertebrados e analisar essa categoria. Nesse momento, alterne as situações em que as crianças seguem a leitura feita pelo professor e as que leem por si mesmas. Quando a leitura é feita pelo professor, cada criança deve ter uma cópia do texto em mãos para poder acompanhar a leitura. Nessa situação espera-se que os alunos avancem na compreensão de que os invertebrados também são animais, identificando semelhanças e diferenças com os vertebrados, ao mesmo tempo em que interagem com a linguagem escrita desses textos. 

7ª etapa
Proponha à turma a produção de um texto coletivo sobre as semelhanças e diferenças entre os invertebrados e vertebrados, e o que permite inclui-los no grupo dos animais. Certamente os alunos levantarão características como tamanho, tipo de alimentação e tipo de locomoção. Esse é o momento de ressaltar que o principal critério para separar esses dois grupos de animais é a presença de esqueleto, que é uma característica interna. 
Os alunos terão o desafio de compor o texto, de tomar as decisões sobre o que escrever e como organizar a linguagem escrita. Portanto, o papel dos distantes não é apenas dar ideias, mas transformar as ideias em texto, isto é, textualizar, saber como transformar o que ele aprendeu sobre os animais em linguagem escrita.

Durante a produção coletiva faça intervenções no sentido de modelizar os comportamentos escritores e compartilhar as etapas do processo de escrita, como por exemplo: antecipar o conteúdo que se quer comunicar, discutir as diversas formas de expressar as ideias e de textualizá-las, revisar o escrito tanto durante a textualização como depois de terminar a escrita. 

Avaliação
Ao longo da sequência observe a participação dos alunos, o quanto ampliaram o seu repertório sobre diferentes tipos de animais, note se são capazes de agrupá-los de acordo com os critérios trabalhados. Verifique também se empregam corretamente os novos termos apresentados. 
Analise o quanto cada aluno avançou em relação ao conhecimento sobre o funcionamento do sistema de escrita e na aquisição da leitura e da escrita convencional. Ao longo da sequência avalie também o desenvolvimento do comportamento leitor e escritor durante as atividades de leitura e escrita.

Consultoria 
Adaptação da Sequência Didática: Prácticas del lenguaje en contexto de estudio - Animales, elaborada pela equipe de Práticas de Linguagem da Divisão de Educação Primária de Buenos Aires, sob a coordenação da pesquisadora argentina Mirta Castedo.

A TELA NA SALA DE AULA


AS AVENTURAS DE AZUR E ASMAR
Ensino Fundamental - 4º ao 9º ano e Ensino Médio
Quando Azur e Asmar eram pequenos, foram amamentados pela mesma mulher, a mãe de Asmar e babá de Azur. Ela sempre contava a história da Fada dos Djins, aprisionada, numa gruta de luz, esperando por um salvador. Educados como dois irmãos, eles foram cruelmente separados e só se encontram, já crescidos, como rivais, quando partem em busca da fada.DOWNLOAD DO MATERIALLEIA MAIS


BIBI, A BRUXINHAEnsino Fundamental - 1º ao 5º ano
Quem é ou conhece alguma bruxa já sabe, mas não custa relembrar: só quando fazem 15 anos é que as bruxas ganham as suas tão esperadas bolas de cristal. A bruxinha Bibi nem fez 13 anos, mas ao que parece, vai ganhar a bola de cristal mais cedo. Mas, ao ganhar a bola, os problemas de Bibi se multiplicam e atingem todos a sua volta, inclusive sua mãe...DOWNLOAD DO MATERIALLEIA MAIS




LOULOU E OUTROS LOBOSEducação Infantil e Ensino Fundamental - 1º ao 3º ano
São cinco animações com lobos, realizadas por renomados artistas franceses. Em Micro Lobo, de Richard McGuire, um caçador consegue levar o lobinho mais forte do mundo para fazer apresentações na cidade grande. Salve-se quem puder! Em Marika e o Lobo, com direção de Marie Caillou, uma gatinha branca é a modelo mais famosa, até...DOWNLO



O PEQUENO NARIGUDOEducação Infantil e Ensino Fundamental - 1º ao 5º ano
Uma bruxa malvada procura um menino de coração puro como ingrediente final de seus planos sombrios. Então ela encontra Jacob, o pobre filho do sapateiro da cidade e aprisiona o rapaz em seu castelo. Quando ele se recusa a cooperar com a bruxa, ela lança uma magia e o transforma em um anão corcunda.
Retornando à cidade, Jacob é alvo de piadas e brincadeiras de mal-gosto e nem a sua mãe o...DOWNLOAD DO MATERIALLEIA MAIS


http://festivaldecinemainfantil.com.br/2010/index.php/filmes/tela
AD DO MATERIAL

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Lúdico - Alfabeto Móvel.



Palavras Cruzadas Móveis.
Componentes: Dois conjuntos de letras em cores diferentes com todas as letras do alfabeto repetidas nuitas vezes.

Finalidade: formar palavras.Número de participantes: dois grupos com 3 alunos no máximo.

Regras: Cada grupo recebe um conjunto de letras;- Estipular um tempo para a realização do jogo;- O primeiro grupo forma uma palavra com suas letras;- A partir dessa palavra, os dois grupos vão formando, alternadamente, uma palavra cruzada a partir de uma letra da palavra do grupo adversário.

Caixinhas de Fósforo Ilustrada.
Componentes: caixinhas de fósforo encapadas com figuras coladas em cima e o nome da figura colada dentro. Papel ofício.

Finalidades: produção escrita de letras, palavras e textos.Número de participantes: grupos de no máximo 4 alunos.

Regras: Distribuir as caixinhas entre os grupos- Os alunos poderão escolher uma tarefa para realizar ou realizar todas elas.Tarefas a serem realizadas em cada grupo:- Unir a figura com a palavra, desenha-la, escrever do jeito que sabem o nome da figura e circular a 1ª letra.- Desenhar e escrever outras coisas que também iniciam com o mesmo som dos nomes das figuras.- Pesquisar, recortar e colar as letras que formam o nome das figuras.- Escrever quantas letras é preciso para escrever o nome das figuras e quantas vezes abrimos a boca para falá-la.- Construir do seu jeito uma história utilizando o nome das figuras.



Fonte: Ajudinha Básica.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

DISLEXIA


1. INTRODUÇÃO 

Há uma enorme preocupação quanto ao entendimento sobre a dislexia e seus danos, principalmente em crianças que estão em processo de alfabetização. 

Sabendo que a dislexia é uma dificuldade na aprendizagem referente à leitura e escrita e que seu diagnostico não é tão simples, percebe-se que muitas crianças que passam por esse problema são ditas como crianças "preguiçosas" ou até mesmo "burras", acarretando na maioria das vezes um número significante de evasão escolar.

2. JUSTIFICATIVA
É relevante compreender que a dislexia não se dá de uma má alfabetização ou por culpa da criança. Portanto é tão substancial que se entenda as causas e as características para poder trabalhar a questão em cima disso, procurando soluções e formas pedagógicas eficientes que possam ajudar as crianças a superar esse distúrbio.

Muitos professores e pais, infelizmente, ainda não têm um discernimento mais específico acerca da dislexia e suas causas, portanto muitas crianças sofrem os mais diversos tipos de preconceitos e até mesmo insultos por conta de sua dificuldade em "aprender".

A falta de conhecimento sobre a dislexia é um fator preocupante, por isso é tão importante que se abram horizontes, que os leigos possam perceber e interpretar como se manifesta a dislexia.

3. OBJETIVOS

? Compreender a dislexia como um distúrbio de aprendizagem específico;

? Analisar as crianças com dislexia;

? Identificar formas de diagnóstico e tratamento da dislexia.

4. METODOLOGIA

Este trabalho foi realizado através de pesquisas bibliográficas, buscando um maior entendimento sobre o tema principal. Como fontes de pesquisas foram utilizados livros e sites da internet que facilitaram a compreensão e clareza sobre a dislexia.

Os resultados foram alcançados após os estudos e pesquisas encontrados nas fontes utilizadas para elaboração do trabalho.

5. RESULTADOS OU DISCUSSÃO

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia ( 2011), dislexia é um: Distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula.
As características são diversas e pode-se perceber em crianças bem pequenas. É relevante entender que o disléxico sempre terá problemas com a linguagem e a escrita, impedimento em escrever, dificuldades com a ortografia e lentidão na aprendizagem da leitura.
Além dessas dificuldades que sempre estarão presentes na vida do disléxico, ainda podem aparecer outras dificuldades, como problemas com noções espaciais e temporais, problemas com organização, dificuldade em realizar algumas atividades que trabalhem com a coordenação motora fina, entre outras dificuldades especificas de cada indivíduo.
A dislexia não tem cura, portanto existem muitos adultos disléxicos, que precisam passar por acompanhamentos específicos. As crianças diagnosticadas com dislexia precisam de uma atenção especial, são crianças que sempre terão dificuldades na escrita e na leitura, problemas com ortografia, dificuldades na escrita e lentidão na aprendizagem da leitura.
É necessário ressaltar que a dislexia é um problema genético, que muitas vezes passa de pai para filho ou algum parente que também teve a dislexia, isso nos mostra que a criança não tem culpa por não aprender e que os pais precisam está atentos às características, procurando sempre prestar bastante atenção em tudo que seu filho faz nas brincadeiras, na escola e até em momentos de seriedade.
O diagnostico da dislexia deve ser realizado por um profissional da área, que muitas vezes pode ser confundido com diversos outros problemas, como transtornos, síndromes, problemas mentais, entre tantos outros.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Dizer que a dislexia não tem cura não significa desprezar a capacidade e inteligência da criança, mas sim afirmar que um indivíduo com dislexia precisará de um atendimento um pouco mais diferenciado.
Todo ser humano possui suas características próprias, cada um com seu talento e suas capacidades especificas, assim também ocorre com os disléxicos, eles podem ter dificuldades com a escrita e leitura, porém possuem o lado artístico altamente aguçado, assim como a exemplo dos famosos que são disléxicos, mas que hoje em dia fazem grande sucesso.
Ser disléxico não impede ninguém de crescer profissionalmente e é isso que as pessoas precisam entender.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ROCHA DROUET, Ruth Caribé. Distúrbios Da Aprendizagem. 4.ed. São Paulo: Ática, 2006.
ZORZI, Jaime; CAPELLINI, Simone. Dislexia e Outros Distúrbios da Leitura-Escrita. 1.ed. 2008.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA. Disponível em: ?http://www.dislexia.org.br? Acesso em: 10 outubro 2011.

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS DISLÉXICOS. Disponível em: ? http://www.apad-dislexia.org.br? Acesso em: 08 outubro 2011.


http://www.pedagogia.com.br/artigos/dislexia/index.php?pagina=0


ATIVIDADE DE PONTUAÇÃO


Conhecendo os sinais de pontuação básicos:

  Ponto de Exclamação -  Indica surpresa, admiração, espanto.

Ponto Final - Indica que a frase terminou.

       Ponto de Interrogação - Indica uma pergunta.
Vírgula - Indica uma pausa na leitura. Na escrita é utilizada   nas datas, endereços, sequencias.

Reticências - Indica um pensamento que não foi completado, ou ainda um som prolongado.

Relacione as colunas:

Qual seu nome ? (   )                                           1 -  Ponto Final
A flor rosa é linda ! (   )                                        2 -  Vírgula
Comi, balas, doces e bombons. (   ) (   )           3 - Reticências
O gato era muito... (   )                                        4 - Ponto de Exclamação
Que lindos são seus olhos ! (   )
Onde você mora ? (   )



http://www.pedagogia.com.br/atividade.php?id=233 acesso 01/06/2012

Como elaborar um Projeto Pedagógico



1. Como fazer um projeto? Tema do Projeto – a questão apresentada pelo educador, pode não ser um problema para o aluno, por isso podemos permitir que os alunos definam os temas, que formulem problemas e coloquem o pensamento em funcionamento pela necessidade de entendê-lo melhor e alcançar soluções.
• Trabalho em grupo – é enriquecedor, pois cada um poderá contribuir de maneira criativa para realização de um trabalho coletivo (uma rede), de acordo com seu interesse, trocando ideias, discussões, ou melhor um processo de construção de cooperação.
2. Como fazer um projeto? Tema do Projeto definido por: alunos professores comunidade. Explorar uma questão; Definir os problemas; Soluções.
3. Como fazer um projeto? trabalhar em grupos enriquece o trabalho; Contribuição criativa; Troca de ideias e discussões.
4. Projeto: Nome/Título
• Justificativa (por que?)
• Objetivos (necessidades a alcançar)
• Atividades (o que fazer?)
• Estratégias (como fazer?)
• Acompanhamento (direcionamento)
• Avaliação (estímulo).
5. Como fazer um projeto? Acompanhamento do Projeto
• Avaliação do processo de desenvolvimento do aluno durante a realização do projeto.
• Perguntar.
• Contra-argumentar
• Orientar sem fornecer soluções.
6. Uso de mídias e tecnologia
•internet, jornais, rádio, tv, máquina fotográfica, filmadora etc.
•Pastas e sub-pastas; grupos; apresentação; outras ferramentas(power point,word, paint, porta USB, etc.)
7. Outras atividades paralelas:
• Show de talentos
• Exposição de desenhos
•Exposição de fotos
•Desfile de modas
•Painel de poesia
•Jogral
•Leitura de textos (Art. da Constituição Federal, Passagens históricas, etc.)
•Teatro.
DICAS:
- Estar sempre interagindo com os alunos;
- Dinamizar ao máximo as atividades;
- Avaliar cada tarefa, sem deixar que as atividades se acumulem muito;
- Incentivar a participação dos professores e dos alunos em todas as fases do projeto;
- Ler sempre sobre o assunto;
- Explicar detalhadamente cada atividade;
- Se colocar sempre a disposição para eventuais dúvidas;
- Acompanhar sistematicamente o desenvolvimento do projeto.
Verbos adequados à formulação de objetivos
IDENTIFICAÇÃO
DESCRIÇÃO
COMPARAÇÃO
Identificar
Descrever
Comparar
Reconhecer
Caracterizar
Diferenciar
Denominar
Expor
Contrastar
Apontar
Narrar
Relacionar
Indicar
Traçar
Confrontar
Designar
Contar
Igualar
Intitular
Listar
Discernir
Mostrar
Relatar
Separar
Rotular
Imitar
Nivelar
Assinalar
Apresentar
Discriminar
Mencionar
Enumerar
Ligar
Evocar

Excluir/incluir
Determinar

Traçar paralelo
Refletir/citar



CLASSIFICAÇÃO
CONCLUSÃO
APLICAÇÃO
Classificar
Concluir
Aplicar
Escolher
Deduzir
Empregar
Ordenar
Decidir
Utilizar
Numerar
Justificar
Construir
Separar
Resumir
Praticar
Selecionar
Criticar/julgar
Efetuar
Distinguir
Analisar
Executar
Agrupar/reagrupar
Apreciar
Efetivar
Categorizar
Examinar
Criar
Colecionar
Conceituar
Elaborar
Dividir
Definir
Confeccionar
Subdividir
Generalizar
Explicar
Qualificar

Inventar